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mais crimes no governo lula,novo inquérito pode ser aberto pelo procurador geral da república

O procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza decide nos próximos dias o que fazer com uma representação formulada pelo PSDB. O tucanato pede a abertura de inquérito para investigar a confecção do dossiê com gastos sigilosos da gestão FHC. Em diálogos privados, Antonio Fernando disse que trabalha com três alternativas. Nenhuma delas passa pelo puro e simples arquivamento do pedido.

O chefe do ministério público revela que pende para a adoção da seguinte providência: deve requisitar explicações sobre o dossiê a pelo menos três ministros. Os auxiliares de Lula enviariam manifestações por escrito à Procuradoria da República. São eles: Dilma Rousseff (Gabinete Civil), Tarso Genro (Justiça) e Jorge Hage (Controladoria-Geral da União).

As outras duas alternativas, que o procurador Antonio Fernando acomoda em segundo plano, são: 1) abrir formalmente um procedimento investigatório antes mesmo da manifestação dos ministros; 2) remeter a representação do PSDB aos procuradores Eliana Pires Rocha e Carlos Henrique Martins Lima, delegando a eles a atribuição de requisitar dados sobre o dossiê. A dupla investiga, desde 2003, os gastos com cartões corporativos do governo.

A representação tucana foi protocolada no Ministério Público na semana passada. Nesta segunda-feira (31), o deputado Carlos Sampaio (SP), que é promotor licenciado e integra a Executiva nacional do PSDB, aditou à peça original uma nova petição. No texto, apresenta o que chama de “novas provas” da confecção do dossiê. Pede, de resto, a adoção de providências para apurar um “delito” que atribui a Tarso Genro.

Na visão de Sampaio, o ministro da Justiça teria incorrido em “crime de prevaricação” ao dizer, de forma peremptória, que a Polícia Federal não vai investigar a confecção do dossiê, atribuída ao Planalto.

“Em 21 anos de Ministério Público, nunca tinha visto um ministro da Justiça afirmar, diante das câmeras de TV, que a PF não investigará um caso. Ele não pode, como chefe maior da PF, determinar aos seus subordinados, que não investiguem fatos que lhes cheguem e que dêem, mesmo que de forma indiciária, a demonstração da ocorrência de um ilícito”.

Quanto às novas “provas” que Sampaio levou ao procurador-geral, na verdade meros indícios, destacam-se três:

1) Desencontro de versões: num primeiro momento, Dilma negara a existência de um dossiê. Chegara mesmo a telefonar para a ex-primeira-dama Ruth Cardoso para assegurar que o Planalto não confecionara nenhum levantamento clandestino de despesas do governo passado; depois, a chefe da Casa Civil e Tarso Genro disseram que os gastos da gestão FHC estavam sendo recuperados por determinação do TCU. Algo que, na seqüência, o próprio tribunal de contas negaria. Por último, o ministro José Múcio, coordenador político de Lula, reconheceu a existência do dossiê. Atribuiu-o a pessoa interessada em prejudicar o governo e a ministra Dilma;

2) Assessora da ministra: Sampaio levou à Procuradoria a notícia da Folha, segundo a qual foi Erenice Alves Guerra, a secretária-geral da Casa Civil, braço direito de Dilma, quem deu a ordem para que fossem levantados os dados da gestão passada;

3) Conhecimento prévio: o deputado tucano anexou à representação do PSDB a transcrição de trecho do depoimento que o ministro Jorge Hage, chefe da Controladoria da União, prestara à CPI dos Cartões do Congresso. Antes da divulgação do dossiê, Hage insinuara que, escarafunchando os gastos do Planalto, os parlamentares chegariam a impropriedades ainda desconhecidas. Mencionou especificamente a aquisição de “caviar”. Um dos gastos exóticos atribuídos a FHC no dossiê é justamente a compra de caviar. “Juntei notas taquigráficas daquilo que falou o ministro Hage”, disse Sampaio. “Ele afirmou que, se investigássemos, o caso não ficaria apenas na despesa com a tapioca. A comissão chegaria ao caviar. Depois, o caviar aparece no dossiê. Ou o ministro tinha ciência do que estava para acontecer ou estamos diante de uma baita coincidência.”



luladrão fere lei eleitoral com campanha contínua fora de época

EM pede a inelegibilidade do presidente da República por propaganda eleitoral em programa social (republicada em 1º/04/2008, às 11h27)

(DEM-RJ), ajuizou uma Ação de Investigação Judicial, com pedido de liminar, contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por supostamente fazer propaganda eleitoral antecipada em viagens, quando falaria, em palanques, sobre o Programa "Territórios da Cidadania". O partido pede que seja declarada a inelegibilidade do presidente da República por três anos, além de requerer a aplicação de multa no valor máximo de 50 mil UFIR (cerca de R$ 53 mil).

Liminarmente, o DEM pede que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proíba, até o dia 26 de outubro deste ano – data do segundo turno das eleições municipais -, a realização de eventos fora da Capital Federal no lançamento de programas de gestão federal e de gestão compartilhada entre o Governo Federal com os governos estaduais e municipais. Ainda na condição de liminar, o pedido é no sentido de que o Tribunal proíba a utilização de qualquer evento oficial para a propagação de elogios ou críticas a partidos e personalidades políticas.

Na ação, o partido argumenta que a mídia nacional publicou que o presidente da República teria feito, no dia 28 de fevereiro deste ano, “um verdadeiro comício eleitoral, montado com dinheiro público, ao lado de aliados políticos, como a atual prefeita de Fortaleza”.

lula não desce do palanque,não trabalha,não produz,mas faz campanha permanente para a guerrilheira dilma
http://agencia.tse.gov.br/sadAdmAgencia/index.jsp?pageDown=noticiaSearch.do%3Facao%3Dget%26id%3D1006304

lula blindando a guerrilheira dilma

De volta da viagem que fizera ao Rio, Lula reuniu no Planalto, na noite desta segunda-feira (31), seis ministros e 15 lideranças do consórcio partidário que dá suporte ao governo no Congresso. Acertou-se que as legendas governistas tonificarão o escudo de proteção à ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).

Lançando mão de sua maioria, os aliados do Planalto vão bloquear todas as tentativas da oposição de arrastar a ministra para a CPI dos Cartões ou para qualquer outra comissão do Legislativo. Entende-se que Dilma não tem mais nada a esclarecer sobre o dossiê com gastos da gestão FHC, cuja elaboração é atribuída à Casa Civil.



governo lula não quer mostrar os gastos no cartão da presidência

Os integrantes da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos Cartões Corporativos rejeitaram, nesta terça-feira (1º), três requerimentos que pretendiam abrir o sigilo de gastos feitos por funcionários da Presidência da República com cartões corporativos.

Os dois primeiros requerimentos foram rejeitados por 11 votos a sete, cada um, e o terceiro,

por 12 votos a seis.

Os três requerimentos rejeitados eram de autoria dos deputados Vic Pires Franco (PA) e Índio da Costa (RJ), do Democratas. O primeiro deles pedia à Casa Civil informações sobre gastos com cartões de todas as instituições ligadas à Presidência da República e a seus órgãos associados desde 2002. Entre as informações desejadas, estavam nomes e CPFs dos portadores dos cartões, limites de crédito, detalhamento de gastos mês a mês e cópias das notas fiscais das compras efetuadas.

O segundo requerimento requisitava às empresas Visanet e Redecard os termos dos contratos firmados entre elas e o governo federal. O último dos requerimentos rejeitados pedia ao Tribunal de Contas da União (TCU) cópias dos processos sigilosos de auditorias feitas pelo TCU em gastos de funcionários da Presidência da República.

A presidente da CPI dos Cartões Corporativos, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), adiantou que irá procurar o presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho, para questionar por que motivo o Congresso Nacional não pode ter acesso a processos do TCU, uma vez que o tribunal é um órgão de assessoramento do Poder Legislativo. A eventual instalação de uma comissão de inquérito exclusiva do Senado para investigar o assunto, segundo Marisa Serrano, dependerá de acerto entre os lideres partidários de oposição.

- Nossa função é investigar, propor soluções, enquanto pudermos temos que continuar tentando. Não está sendo fácil, mas estamos conseguindo fazer a CPMI andar - sustentou.

Ainda de acordo com Marisa Serrano, foram aprovados, nesta terça-feira (1º), requerimentos de informação que eram consenso entre governo e oposição. Os parlamentares acolheram 16 requerimentos ao todo, sendo dois deles do relator da comissão, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), requisitando que sejam colocados à disposição da CPI Mista um funcionário do Banco do Brasil e outro do Banco Central. 54 requerimentos aguardavam votação na pauta da comissão nesta terça-feira (1º).

Luiz Sérgio informou que nove dos requerimentos de informação aprovados foram apresentados por parlamentares da oposição. O parlamentar afirmou que a CPI dos Cartões Corporativos está mantendo sua linha de coerência e, ao rejeitar a abertura de sigilo, está seguindo o plano de trabalho aprovado no início dos trabalhos.

- Só vamos deliberar sobre dados sigilosos após debater o tema. São dados importantes para a segurança nacional - justificou.

Os parlamentares da oposição consideraram que os requerimentos aprovados nada acrescentam às investigações, porque tratam de informações que já são públicas, conforme argumentou o líder do DEM no Senado, José Agripino (RN). O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) disse que o objetivo da CPI deve ser revelar "o que está guardado a sete chaves".

- Não instalamos CPI para repercutir o que a opinião pública já sabe. Nosso objetivo é colocar o mal à luz. Essa é a finalidade de uma CPI - acredita.

Entre os requerimentos de informação aprovados, está o que pede ao Banco do Brasil os contratos de adesão firmados pelos titulares dos cartões corporativos com a instituição de crédito. Outro requerimento requisita ao Poder Executivo a listagem com o nome de todos os titulares de cartões corporativos. Também foram aprovados requerimentos pedindo informações à Controladoria Geral da União, ao Ministério do Planejamento e à Secretaria do Tesouro Nacional sobre gastos e regulamento do uso de cartões corporativos.

Foi aprovado ainda requerimento de Marisa Serrano pedindo informações à administradora de cartões de crédito Ourocard sobre movimentações financeiras decorrentes de gastos de natureza não-sigilosa realizados por titulares de cartões corporativos lotados nas unidades gestoras dos órgãos do Poder Executivo, de autarquias, empresas públicas e fundações. A senadora deseja ainda que sejam identificadas as localidades dos estabelecimentos onde as compras e os saques foram feitos.

Marisa Serrano anunciou que, nesta quinta-feira (3), deverão ser ouvidos na CPI o ministro da Secretaria de Aqüicultura e Pesca, Altemir Gregolim, e a ex-ministra da secretaria especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro. Na próxima terça-feira (8), estão previstas audiências com o ministro-chefe do gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general Jorge Armando Félix, e o ministro do Esporte, Orlando Silva.

oposição pede que procuradoria apure dossiê montado pela casa civil

Oposição pede para Procuradoria investigar responsabilidade sobre vazamento de dossiê


A oposição vai pedir ao procurador-geral da República, Antônio Fernando Souza,

que investigue as responsabilidade sobre a elaboração do suposto dossiê destinado a

levantar as despesas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e sua mulher, Ruth

Cardoso, com cartões corporativos e contas B. Para os democratas, há suspeitas de pelo

menos três crimes:

de ameaça, responsabilidade e divulgação de segredo.

O líder do DEM no Senado, senador José Agripino Maia (RN), afirmou ainda que o esforço

dos oposicionistas será pressionar a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), mas paralelamente querem que sejam iniciadas as investigações.


Segundo o democrata, não há motivo que impeça a ministra de comparecer ao Congresso.

"Se a Dilma tivesse consciência tranqüila e segurança, já teria vindo aqui há muito tempo", afirmou.

Agripino disse que o fator que limita o comparecimento de Dilma são as eleições de 2010,

pois ela é uma das possíveis candidatas à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Se apresentarmos 20 requerimentos para a Dilma vir, todos serão vencidos porque os 14 serão contra pela preservação de 2010.

Eles politizaram [o tema].

Quem disse isso foi a líder do PT.

Não trazem pela preservação de 2010", disse o senador.


16.2.08

coluna do fábio campana,jornalista respondendo à tentativa de requião de processá-lo

O jornalista não inventa. Não cria fatos. Publica-os, por dever de ofício. Pela necessidade de manter a população informada. Nem sempre os poderosos gostam do que é publicado. E na incapacidade de mudar os fatos, ou de fazer valer a sua versão sobre eles, investem contra o jornalista.

Requião anunciou que vai me processar. Fez mais. Pediu a providência para a Procuradoria Geral do Estado e também para a Secretaria da Segurança, fazendo notar o seu poder de polícia. Ora, pois, nestas plagas os poderosos acreditam que podem tudo. Tudo mesmo. E assim sendo, acato a orientação do advogado e vou representar contra o governador diretamente ao ministro da Justiça e à Comissão de Direitos Humanos. Afinal, Requião não faz outra coisa que atentar contra a liberdade de informação.

Requião destemperou-se porque não gostou da entrevista dada pelo senador paraguaio Juan Carlos Galaverna, que o acusou de intromissão na política interna do Paraguai e de outros ilícitos pesadíssimos, como contrabando de soja, lavagem de dinheiro e ilações com o narcotráfico em associação com o general Lino Oviedo. (Leia matéria na página 7).

Ora, pois, Requião declara apoio a um candidato presidencial, envia seu secretário da Comunicação ao Paraguai, que qualifica o governo paraguaio de corrupto e criminoso e não admite que o senador do país vizinho reaja e diga o que pensa e o que sabe sobre ele. É bem o estilo de Requião. Em vez de desmentir o senador Galaverna, quer atingir quem o entrevistou. Bem ao gosto dos tiranetes de extração ordinária nesta área do planeta. Requião se parece aos ditadores que acham que sempre estão com a razão porque tem por eles a polícia.

Será dessa razão que falam os muros?

requião contrabandista,envolvido com lavagem de dinheiro e comércio ilegal de soja

O líder do governo paraguaio no congresso, senador Juan Carlos Galaverna Delvalle fez, ontem, graves acusações contra o governador do Paraná, Roberto Requião.

interferência de Requião na política paraguaia já é antiga, acusou o governador paranaense de comércio ilegal de soja, lavagem de dinheiro e contrabando, crimes que, segundo o senador
teriam sido cometidos em associação com o general Lino Oviedo, ex-presidente paraguaio e candidato nas eleições nacionais marcadas para abril.

o governador Roberto Requião, agindo através de um irmão (que disse não se recordar do nome), oferecia facilidades para exportação da soja paraguaia para Europa e Ásia como se fosse soja brasileira, durante a proibição de exportação de soja transgênica pelo Porto de Paranaguá.

Galaverna também acusou Requião de, em associação com o general Oviedo, operar no contrabando e na lavagem de dinheiro. “Requião é um comerciante através da política. E não é só na soja.

Ele está envolvido em lavagem de dinheiro.
É fiel amigo do general Oviedo, operam juntos no contrabando. O senhor Requião é um dos patrões do contrabando brasileiro”,

acusou o senador paraguaio.

As declarações do senador paraguaio também repercutiram rapidamente na oposição. O deputado Valdir Rossoni (PSDB) anunciou que vai entrar com uma representação junto ao Ministério Público para que investigue as denúncias.

Ele também pretende levar as denúncias à Executiva Nacional do PSDB em Brasília e averiguá-las pessoalmente na próxima quinta ou sexta-feira quando irá ao Paraguai junto com um grupo de deputados para apurar o envolvimento de membros do governo Requião na campanha presidencial paraguaia.

“Embora o período de campanha política, como vive o Paraguai, produza naturalmente uma exacerbação de ânimos, as denúncias do senador paraguaio são tão graves que não podem deixar de ser apuradas”, diz Valdir Rossoni. O deputado afirma que vai aproveitar sua passagem pelo Paraguai no próximo final de semana, para ouvir pessoalmente o senador Juan Carlos Galaverna.